Road Show Guaíba Soluções

Road Show Guaíba Soluções

O Road Show Guaíba Soluções 2026 reuniu profissionais de TI e gestores do Paraná para discutir três temas que hoje tiram o sono de qualquer área de tecnologia: ciber-resiliência, infraestrutura moderna e o uso de inteligência artificial com governança.

Nesta edição, o evento passou por duas cidades. Primeiro, Londrina, no dia 1º de setembro, no Barolo Londrina. Em seguida, Curitiba, no dia 2 de setembro, no Hard Rock.

Neste artigo, você confere os principais aprendizados das três palestras. Além disso, mostramos como aplicar cada ideia no dia a dia da sua operação de TI.

Road Show

O que é o Road Show Guaíba Soluções?

O Road Show Guaíba Soluções é um evento anual que percorre cidades do Paraná. A proposta é simples: levar conteúdo técnico de qualidade para perto de quem toma decisões de tecnologia na região.

Em vez de apresentações comerciais genéricas, o encontro traz especialistas de fabricantes e da própria Guaíba. Dessa forma, o público acessa novidades de mercado e casos práticos em um só lugar.

Para quem o evento foi pensado

O Road Show foi desenhado para:

  • gestores e coordenadores de TI;
  • administradores de infraestrutura, backup e virtualização;
  • arquitetos de soluções e analistas de segurança;
  • diretores e C-levels que decidem investimentos em tecnologia.

Road Show 2026 em Londrina e Curitiba

Em 2026, a agenda teve duas paradas:

  1. Londrina – 1º de setembro, no Barolo Londrina;
  2. Curitiba – 2 de setembro, no Hard Rock Cafe.

As duas edições tiveram a mesma programação, com três palestras técnicas. A palestra da Veeam foi conduzida por Leonardo Cadilhe em Londrina e por Magnun Scheffer em Curitiba. A seguir, veja o que cada tema abordou.

Palestra Veeam: do backup tradicional à resiliência de dados

A primeira palestra do Road Show ficou com a Veeam. Em Londrina, quem conduziu foi Leonardo Cadilhe. Em Curitiba, a apresentação ficou com Magnun Scheffer, Sr. Systems Engineer da Veeam.

O tema central foi claro nas duas cidades: ter backup já não basta. Hoje, a empresa precisa provar que consegue se recuperar.

Por que o backup tradicional ficou para trás

Segundo a apresentação, o cenário de ameaças evoluiu, mas muitas estratégias de proteção não acompanharam. Entre as lacunas mais comuns, estão:

  • vários runbooks diferentes para ambientes on-premises e nuvem;
  • ferramentas de backup isoladas, que fragmentam a visibilidade;
  • cargas de trabalho que crescem mais rápido do que a equipe e o orçamento.

Por isso, a Veeam propõe trocar a pergunta “o backup funciona?” por outra: “os dados são resilientes?”.

A regra 3-2-1-1-0 na prática

Um dos destaques foi a evolução da clássica regra 3-2-1 para a regra 3-2-1-1-0. Na prática, ela funciona assim:

  1. 3 cópias dos dados;
  2. 2 mídias diferentes;
  3. 1 cópia fora do ambiente principal (offsite);
  4. 1 cópia offline, imutável ou isolada (air-gap);
  5. 0 erros na verificação de recuperação.

Por exemplo, imagine um ataque de ransomware que criptografa a produção e tenta apagar os backups. Se existe uma cópia imutável e testada, a empresa restaura o ambiente sem negociar com criminosos.

Novidades do Veeam Data Platform 13.1

A palestra também apresentou a versão 13.1 do Veeam Data Platform, com mais de 70 novos recursos. Entre eles:

  • novos hipervisores suportados, como HPE Morpheus VM Essentials, Proxmox, Red Hat OpenShift Virtualization, XCP-ng e Sangfor;
  • detecção de malware ampliada para NAS, agentes Unix, Proxmox e Azure, com varreduras YARA e ThreatHunter;
  • recuperação automatizada da floresta do Active Directory, que transforma um processo manual de mais de 40 etapas em uma única ação;
  • criptografia pós-quântica híbrida (FIPS + PQC), alinhada aos padrões NIST FIPS 203, 204 e 205;
  • aprovação por “quatro olhos” para mudanças sensíveis, como alterações de imutabilidade.

Além disso, a palestra mostrou o Veeam Intelligence, que usa agentes de IA para analisar logs de jobs, apoiar a abertura de chamados e planejar capacidade de storage.

Microsoft 365 e Entra ID também precisam de backup

Outro ponto importante: dados no Microsoft 365 e no Entra ID também são responsabilidade do cliente. Portanto, contar apenas com a retenção nativa da plataforma é um risco.

A apresentação detalhou o Veeam Data Cloud para Microsoft 365 e Entra ID. A solução é SaaS e cobre Exchange, SharePoint, OneDrive, Teams e objetos do Entra ID, como usuários, grupos, funções e políticas de acesso condicional.

Palestra HPE: infraestrutura preparada para proteger e escalar

A segunda palestra do Road Show foi conduzida por Emílio Ribas, Arquiteto de Soluções de TI. O foco foi a integração entre HPE e Veeam e a evolução do portfólio de infraestrutura.

Snapshots imutáveis contra ransomware

Um dos pontos centrais foi o uso de snapshots imutáveis no storage. Nesse modelo, o Veeam aciona snapshots no array HPE com imutabilidade garantida por hardware.

Na prática, isso significa que ninguém consegue apagar ou alterar esses snapshots. Nem um invasor, nem o administrador de backup, nem o administrador de storage. Consequentemente, a empresa ganha pontos de restauração frequentes e recuperação muito mais rápida.

Camadas extras de proteção para o backup

Emílio também mostrou como montar uma estratégia em camadas:

  • HPE StoreOnce com Catalyst, que torna os arquivos de backup “invisíveis” para ransomware no repositório;
  • servidores otimizados para Veeam, que funcionam como repositórios de alta performance;
  • fitas LTO (HPE StoreEver) para air-gap físico e retenção longa, cumprindo a regra 3-2-1-1.

Em outras palavras, cada camada cobre uma falha diferente. Assim, um único incidente dificilmente compromete todas as cópias.

Alternativas de virtualização e caminhos de migração

Por outro lado, a palestra abordou um tema que preocupa muitas equipes: o futuro dos ambientes de virtualização. Nesse contexto, a HPE apresentou o HPE Morpheus VM Essentials.

A solução permite gerenciar ambientes VMware existentes e o hipervisor da HPE em uma única interface. Além disso, oferece conversão de VMs VMware, alta disponibilidade e migração de VMs em execução.

Para a migração, foram apresentadas três opções:

  1. ferramenta nativa do Morpheus VM Essentials;
  2. HPE Zerto, com replicação contínua e mínima indisponibilidade;
  3. serviços profissionais e de consultoria da HPE.

Por fim, Emílio passou pelo portfólio de servidores HPE ProLiant Gen12, pelo storage HPE Alletra MP B10000 e pelo HPE Private Cloud AI.

Palestra Guaíba: IA com governança na nuvem Microsoft

A terceira palestra do Road Show trouxe Danilo Domingues de Oliveira, Arquiteto de Soluções em Cloud • Serviços da Guaíba. Ele apresentou a atuação da Guaíba Cloud e um problema que já está dentro das empresas: a IA não autorizada.

O ponto cego: a IA já está na sua empresa

Danilo abriu com um dado forte. Segundo pesquisa da PagerDuty de junho de 2026, 66% dos profissionais já usaram ferramentas de IA não autorizadas no trabalho.

Em resumo, a IA já entrou na empresa. Só não passou pela porta da frente.

Quatro riscos que já existem hoje

A palestra mapeou quatro riscos concretos:

  1. Dados sem rastro – código, dados de clientes e informações financeiras saem por contas pessoais, sem contrato e sem registro;
  2. Custo invisível – assinaturas individuais no cartão corporativo que ninguém consegue somar;
  3. Exposição regulatória – sem base legal nem trilha de auditoria. Na LGPD, desconhecer não é defesa;
  4. Escolha sem critério – cada pessoa usa o modelo que prefere, e a empresa perde o controle.

O teste: quatro perguntas para a sua gestão de TI

Danilo propôs um teste rápido. Você consegue responder, hoje, a estas perguntas?

  • Quem usa IA no trabalho?
  • Que informações da empresa saíram nesse uso?
  • Existe controle de consumo e custo?
  • Como provar tudo isso a um auditor?

Sem um caminho oficial, a resposta às quatro costuma ser a mesma: não há como saber.

A virada: uma “portaria corporativa” para a IA

A mensagem central foi direta: proibir não elimina o uso. Apenas tira o uso do seu campo de visão.

Por isso, a proposta da Guaíba é oferecer um caminho oficial mais fácil do que o atalho. Trata-se de uma portaria de IA, um ponto único de entrada que:

  • identifica cada pessoa com acesso individual;
  • aplica um orçamento diário por usuário;
  • registra todo o uso em um painel de consumo e custo;
  • limita o que a IA pode acessar, conforme as regras da empresa.

Além disso, o time continua usando a ferramenta de que já gosta. O que muda é que o acesso passa a ser corporativo, rastreável e com limite.

Resultado de um piloto real

Danilo apresentou um piloto validado com dois desenvolvedores em duas semanas. Entre os resultados, estão sete modelos de IA disponíveis com um único acesso e 100% do consumo rastreável por pessoa e por modelo.

Com isso, o custo por pessoa passou a ser conhecido no mesmo dia, e não mais na fatura do mês seguinte.

Como começar: diagnóstico, piloto e escala

Para quem quer aplicar o modelo, a Guaíba segue três etapas:

  1. Diagnóstico (1 semana) – mapear o uso atual e definir modelos e regras de acesso;
  2. Piloto (2 a 4 semanas) – um time pequeno operando, com limite de custo e painel ativo;
  3. Escala – abertura para as demais áreas, com suporte e rotina de revisão.

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Principais aprendizados do Road Show 2026

Se você não esteve em Londrina nem em Curitiba, estes são os pontos que resumem o Road Show deste ano:

  • Resiliência é o novo padrão. Não basta fazer backup; é preciso provar que a recuperação funciona.
  • Imutabilidade é obrigatória. Snapshots e cópias que ninguém consegue apagar são a última linha de defesa contra ransomware.
  • Proteção em camadas funciona. Storage, repositório, nuvem e fita se complementam.
  • Virtualização tem alternativas. Há caminhos de migração estruturados para quem quer reduzir dependência de um único fornecedor.
  • IA precisa de governança. Bloquear não resolve. O caminho é dar acesso oficial, com identidade, limite e registro.

Conclusão

O Road Show Guaíba Soluções 2026 mostrou que ciber-resiliência, infraestrutura e IA não são mais temas separados. Pelo contrário, fazem parte da mesma estratégia.

Em Londrina e em Curitiba, Veeam, HPE e Guaíba mostraram caminhos práticos para proteger dados, modernizar ambientes e adotar IA com controle. Portanto, o próximo passo é levar essas discussões para dentro da sua operação.

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Dúvidas frequentes sobre o Road Show Guaíba Soluções

O Road Show acontece todos os anos?

Sim. O Road Show Guaíba Soluções é um evento anual realizado em cidades do Paraná.

Quem pode participar do evento?

O conteúdo é voltado para profissionais de TI e tomadores de decisão, como gestores, arquitetos, analistas de infraestrutura e executivos.

O evento é técnico ou comercial?

O foco é técnico e educativo. As palestras trazem conceitos, arquiteturas e casos práticos que ajudam a tomar decisões mais seguras.

Como aplicar esses temas na minha empresa?

O primeiro passo é avaliar o cenário atual. Por exemplo: sua estratégia de backup cumpre a regra 3-2-1-1-0? Você sabe quem usa IA na empresa? A partir dessas respostas, fica mais fácil priorizar investimentos.

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